reuniao-negocios-briefing.jpg

Por Rosane Possamai de Freitas | Maio de 2020

Iniciamos com algumas perguntas ligadas ao Eu, o autoconhecimento é a chave. Convido você a questionar-se:

 

  • Quem eu sou?
  • Qual a minha identidade?
  • O que eu quero?
  • Como me relaciono comigo mesmo?
  • Estou no meu lugar?
  • Como me relaciono com as outras pessoas?
  • Como eu olho para o todo?
    • Todos tem lugar.
    • Tudo tem lugar.

 

Existe um lugar e uma função, no lugar estamos na ordem, e na função, somos responsáveis por algo, como gotas em um oceano. No oceano da vida, hora somos gota, onda e o próprio oceano. Quando gota, somos a relação eu comigo, e olhando para a onda, me sinto pertencente? Quando onda, Eu com as relações, como está o movimento entre dar e receber? Me uno ao Oceano? Quando Oceano, Eu o tomo como o todo? Estou em ordem, dentro da hierarquia? Assim, somos uma gota, parte de todo o Oceano.

Por vezes, como gota, conflitamos com as ondas, nossas relações, no senso de justiça, é possível olharmos para estes conflitos, dando lugar, o seu devido e merecido lugar. A Justiça é Sistêmica, o Todo é maior que a soma das partes (Carta Magna do Direito).

Quando estamos nos relacionando, podemos permanecer na boa consciência, que é confortável, ou caminharmos para fazer diferente, seguindo a má consciência, o que provoca desconforto e alguns conflitos. Quando assumimos a nossa parte responsável do conflito, assumimos nosso lugar e a possibilidade de resolução, na justa razão do conflito.

Os conflitos fazem parte do desenvolvimento humano. Toda a família, tem seus segredos, costumes, e diferentes conceitos sobre bom e mau, justo e injusto.

Quando na justiça sistêmica, ampliamos nossa consciência, acessamos onde está a natureza, a justa razão do conflito.

Ter conflitos externos, permite que não olhe para as minhas próprias questões. Cada um administra o conflito, conforme o que tem de recursos naquele momento. O conflito nasce na pessoa, quando olho para o meu problema, o conflito fica mais leve. Cada conflito, sempre aponta caminhos de solução.

Conflitos tem relação de poder, ele é nutrido pela vontade de sobreviver. Qual a emoção? Preciso expressar o que sinto. Se o outro desdenha o que eu sinto, isso não é relação, sem comunicação, não existe relação. Quando eu falo o que sinto, qual a minha necessidade, o outro acolhe, assim comunicação e seguimos em relações saudáveis.

Atentar na gestão de conflito, para estratégias, dentro de verdades, sendo conduzidas para o bom acordo, com perguntas propondo sugestões de resolução, sem gerar defesas de sobrevivência.

A Constelação sistêmica para a solução de um conflito, tem a finalidade do reconhecimento afetivo entra as partes envolvidas no conflito.

O Direito Sistêmico é além da Constelação, a Constelação é um instrumento, que possibilita sair da estrutura mental do competitivo, e ir para o colaborativo. Importante, após a constelação, dar um tempo de 15 dias para o rearranjo da pessoa, após seguir à fase de acordo, com comprometimento entre as partes.

Algumas vezes o permanecer no conflito traz alguns ganhos, então, uma pergunta a ser feita, com intuito desta identificação é: Se eu resolver o problema, qual a tarefa futura que não quero, ou não me sinto apto para isso?

No direito sistêmico, sempre importante olhar para o conflito, após fazer o acordo. Se ficar somente no processo, a situação volta a acontecer, até ser reconhecida e ganhar um lugar.

No processo de AutoAmor, 90% dos conflitos terminam. A essência do conflito é uma necessidade. Qual a necessidade do EU?!

Quando sei quem eu sou, eu sei o que eu quer0, e sei quais são as minhas necessidades, conecto com a minha Energia Vital, assim tenho Força.

Se eu não supro minha necessidade, quero que a outra pessoa assim o faça, e gero conflitos. Para se retirar de um conflito, é possível utilizar a frase: “Eu só sou um ator do seu conflito interno, me retiro e deixo com você o que é seu.”

Quando fico somente com o que é meu, e minha necessidade, faço escolhas, conectadas ao meu self. O que constrói, muito além das intenções são as decisões.

“Eu quero viver”

“Eu quero crescer”

“Eu atendo as minhas próprias necessidades e assumo a minha própria vida.”

Ao conhecer minhas necessidades, sei o que o mundo do outro tem em comum com o meu, o que ele pensa, sente e quais são as suas necessidades?, e é possível fazermos uma ponte, um portal empático. Neste trabalho empático, prosperamos.

 

REFERÊNCIAS

 

Hellinger, Bert. Histórias de Sucesso na Empresa e na Profissão. 2 ed. Belo Horizonte: Atman, 2017.

______. Ordens do Sucesso: Êxito na Vida, Êxito na Profissão. 8 ed. Belo Horizonte: Atman, 2020.

Pizzatto, Bianca. Constelações Familiares na Advocacia - Uma Prática Humanizada. Editora Manuscritos, 2018.